REUTERS/Jorge Adorno
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Quem é quem na crise de Itaipu que ameaça o governo do Paraguai

Acordo para uso da energia de Itaipu envolveu o presidente do país e empresários brasileiros ligados ao PSL

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2019 | 15h14

Desde o começo do mês, a crise provocada no Paraguai pelo acordo para uso da energia de Itaipu envolveu o presidente do país e seus principais assessores, além de respingar em uma empresa brasileira e no suplente do senador Major Olímpio (PSL-SP). Veja quem são os principais atores envolvidos no caso. 

Para Entender

Como o nome de Bolsonaro foi envolvido no escândalo de Itaipu no Paraguai

Assessor de vice paraguaio usou nome da família do presidente em negócio de venda de energia para empresa brasileira, representada por suplente do senador Major Olímpio (PSL-SP)

Mario Abdo Benítez

Presidente do Paraguai, pressionou a Ande para aceitar um acordo desvantajoso para o próprio país, segundo mensagens divulgadas pela imprensa paraguaia. Ele temia a paralisação da economia em consequência do atraso de repasses pela energia de Itaipu. Ameaçado por um impeachment, conseguiu-se manter no cargo após negociar apoio de uma facção rival dentro do próprio Partido Colorado. 

Hugo Velázquez

Vice-presidente do Paraguai, é apontado como um dos articuladores de um acordo entre a Ande e a Léros pela compra de energia excedente da Usina de Itaipu, o que seria irregular. Mensagens publicadas pela imprensa paraguaia mostram ele pressionando a direção da Ande pelo acordo. 

José ‘Joselo’ Rodríguez

Assessor jurídico de Velásquez, intermediou a negociação entre a Ande e a Léros, segundo a imprensa paraguaia. Apresentou empresários brasileiros usando o nome da família do presidente Jair Bolsonaro e pediu que uma ata que regulamentaria a venda de energia para empresas privadas fosse tirada do acordo para que a negociação com a Léros continuasse sem vir a público.

Pedro Ferreira

Ex-diretor da Ande, negou-se a assinar o acordo com o Brasil e entregou o cargo. Tornou-se testemunha-chave na investigação do Ministério Público e da CPI conduzida pelo Congresso paraguaio para investigar o caso. 

Alexandre Giordano

Empresário, viajou ao Paraguai ao menos três vezes durante as negociações do acordo entre a Ande e a Léros. É suplente do senador Major Olímpio (PSL-SP). Nega ter concluído o negócio e diz que apenas fazia algumas parcerias com a empresa brasileira. É citado por Joselo como “representante da família presidencial brasileira” no negócio. 

Kléber Ferreira

Dono da Léros, também nega qualquer irregularidade nos negócios envolvendo a Ande e diz que o acordo não foi concluído. 

Jair Bolsonaro

Anulou o acordo de Itaipu com o Paraguai pouco depois de a probabilidade do impeachment de Mario Benítez, um de seus aliados políticos na América do Sul, ter ganhado força no Congresso paraguaio. 

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