AFP PHOTO / OLI SCARFF
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Quem pode ser o próximo premiê do Reino Undo se Theresa May for deposta?

Se Theresa May não conseguir maioria simples entre os 315 parlamentares do Partido Conservador, ela perde o cargo e uma nova disputa é convocada

O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2018 | 11h27

LONDRES - Parlamentares do Partido Conservador, da primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, anunciaram nesta quarta-feira a realização de um voto de não confiança em sua liderança devido aos planos para a separação britânica da União Europeia.

May prometeu lutar pela liderança, mas se for derrotada na votação a ser realizada ainda nesta quarta-feira perderá o cargo de premiê, e uma disputa pela vaga terá início.

Veja abaixo um sumário de alguns dos nomes que podem estar no páreo para substituí-la.

Boris Johnson

O ex-ministro das Relações Exteriores é o crítico mais explícito de May no tocante ao Brexit. Ele renunciou em julho em protesto à maneira como ela vem conduzindo as negociações da desfiliação.

Johnson, visto por muitos eurocéticos como o rosto da campanha do Brexit de 2016, pleiteou a liderança em um discurso bombástico na conferência anual do partido em outubro — alguns membros fizeram fila durante horas para conseguir um lugar.

Ele conclamou a sigla a retomar seus valores tradicionais, como impostos baixos, ao invés de tentar copiar as diretrizes do opositor Partido Trabalhista, de esquerda.

Jeremy Hunt

Hunt substituiu Johnson como chanceler em julho e instou os conservadores a deixarem de lado suas diferenças sobre o Brexit e se unirem contra um inimigo comum: a UE.

Hunt votou pela permanência no bloco no referendo de 2016. Ele serviu durante seis anos como ministro da Saúde – um papel que o tornou impopular entre muitos eleitores que trabalham para ou que dependem do Serviço Nacional de Saúde, órgão estatal financeiramente sobrecarregado.

Jacob Rees-Mogg

Bilionário excêntrico que cultiva a imagem do cavalheiro britânico de outros tempos, Rees-Mogg é cultuado por aqueles que querem um rompimento mais radical com a UE do que aquele que May está propondo.

Rees-Mogg, líder de um grupo influente de parlamentares eurocéticos, anunciou ter entregue uma carta de rejeição à premiê um dia depois de ela revelar o esboço de seu acordo para o Brexit.

Dominic Raab

O negociador britânico do Brexit deixou o governo May em repúdio ao seu esboço de acordo de separação, dizendo que o pacto não cumpre as promessas que o Partido Conservador fez em uma eleição de 2017. Raab só serviu durante cinco meses como chefe do departamento do Brexit, tendo tomado posse em julho.

Sajid Javid

Ex-banqueiro e defensor do livre mercado, Javid ocupou vários cargos no gabinete e costuma se sair bem em votações de membros do partido. Imigrante paquistanês de segunda geração, ele já falou sobre um retrato da ex-premiê conservadora Margaret Thatcher que tem pendurado em seu escritório.

Javid votou pelo “ficar” na votação do Brexit de 2016, mas antes disso era considerado um eurocético.

Michael Gove

Gove, um dos ativistas pró-Brexit mais destacados durante o referendo, teve que recomeçar sua carreira no gabinete depois de perder para May a disputa para substituir David Cameron, que renunciou um dia depois de perder o referendo do Brexit em 2016.

David Davis

Davis, um eurocético proeminente, foi escolhido para comandar as negociações britânicas com a UE em julho de 2016, mas renunciou dois anos depois em protesto contra os planos de May para o relacionamento de longo prazo com o bloco. Ele vem sendo cogitado como possível líder interino.

Penny Mordaunt

Penny é uma das últimas integrantes pró-Brexit do gabinete de May, onde atua como ministra do Desenvolvimento Internacional. Muitos acreditavam que ela embarcaria na onda de renúncias desencadeada pela publicação do esboço do acordo de saída.

Andrea Leadsom

Andrea, outra defensora do Brexit ainda atuante no gabinete de May, ficou entre as duas últimas postulantes ao lugar de Cameron dois anos atrás, mas se retirou da disputa, ao invés de forçar um segundo turno. Atualmente ela cuida dos negócios parlamentares para o governo. / REUTERS

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