Quênia detém dois alemães suspeitos de laços com islâmicos somalis

"Prendemos os dois estrangeiros depois de receber informações de que viajaram à Somália e se uniram ao grupo militante que combate o governo", declarou John Mulaulu

REUTERS

09 de setembro de 2014 | 16h41

As autoridades do Quênia detiveram dois cidadãos alemães suspeitos de serem membros do grupo islâmico somali Al Shabaab, acusado por uma série de ataques em solo queniano, informou a polícia nesta terça-feira.

“Prendemos os dois estrangeiros depois de receber informações de que viajaram à Somália e se uniram ao grupo militante que combate o governo”, declarou John Mulaulu, chefe interino da Unidade Antiterrorismo da Polícia do Quênia, por telefone à Reuters.

“Os dois foram presos em 29 de agosto na capital queniana, Nairóbi, quando chegavam da Somália”, disse, acrescentando que ambos são alemães.

A polícia está interrogando os dois homens a respeito de seus supostos laços com o Al Shabaab, que conduziu uma série de atentados no Quênia, incluindo um levado a cabo por homens armados no shopping Westgate, em Nairóbi, em setembro passado, que deixou 67 mortos.

Mais tarde a polícia os identificou como Warsame Abdul Wahid, que afirmou ser um alemão de origem somali, e Tebourbe Mounir.

O Al Shabaab já ameaçou realizar ataques no leste da África e nos Estados Unidos como retaliação por um ataque aéreo norte-americano na semana passada que matou o líder do grupo rebelde, Ahmed Godane, que assumiu publicamente a responsabilidade pelo ataque ao Westgate.

Mulaulu declarou que os dois alemães ainda serão acusados, acrescentando que têm passaportes válidos, mas não têm vistos.

Uma autoridade alemã confirmou a detenção de seus dois cidadãos, mas não quis dar maiores detalhes. “Estamos em contato com as autoridades”, disse o funcionário.

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