Quênia planeja reunião internacional sobre crise de fome no Chifre da África

Reunião, ainda sem data, deverá apoiar a abertura de acampamentos de assintência na Somália

Efe

29 de julho de 2011 | 10h24

Segundo a ONU, cerca de 11 milhões de pessoas estão em situação crítica no Chifre da África

 

 

NAIRÓBI - O governo do Quênia planeja organizar uma conferência internacional sobre a crise de fome e a seca que afligem o Chifre da África, embora ainda não tenha fixado uma data para a reunião, informa nesta sexta-feira, 29, o diário queniano "Daily Nation".

 

"As datas da reunião serão acertadas com os parceiros regionais e internacionais", precisa a nota da Presidência queniana, que ressalta que a conferência abordará "as necessidades de alimentos de emergência para 14 milhões de pessoas que necessitam de auxílio alimentício" na região.

 

A reunião, acrescenta o comunicado, também "apoiará a abertura de acampamentos de assistência alimentícia dentro da Somália para deter o fluxo de refugiados em direção a países vizinhos, especialmente o Quênia".

 

O campo de refugiados de Dadaab (leste do Quênia), que tem capacidade para 90 mil pessoas, abriga atualmente mais de 400 mil, a maioria somalis, o que transforma esse espaço no maior campo de refugiados do mundo.

 

Além disso, assinala o diário, os líderes que participarão da conferência analisarão a falta de um governo estável na Somália, o que contribui para o agravamento da situação nesse país, onde duas regiões do sul estão em estado de crise de fome.

 

O chefe de Estado do Quênia, Mwai Kibaki, presidiu nesta quinta-feira uma reunião de gabinete para avaliar a crise, que só neste país colocou mais de 3,5 milhões de pessoas em risco de crise de fome.

 

A seca que castiga o Chifre da África é a pior na região nos últimos 60 anos, e seus devastadores efeitos mantêm em situação crítica cerca de 11 milhões de pessoas, segundo a ONU.

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