Quênia terá mais remédios baratos contra aids

A farmacêutica Glaxo SmithKline anunciou que expandirá o programa de entrega de remédios mais baratos para o tratamento de aids no Quênia. A companhia fará parte de organizações assistenciais e integrará programas de saúde largamente aplicados no país africano.O diretor de marketing da companhia no Quênia, o médico William Kiarie, disse que a Glaxo poderá oferecer os medicamentos a preço de custo, 90% mais barato do que o valor de revenda na América do Norte e Europa. "A Glaxo já fornece, aqui no Quênia, o tratamento a preços reduzidos para hospitais públicos".A Glaxo, assim como outras farmacêuticas multinacionais, tem sofrido pressões crescentes para baixar os preços das drogas anti-retrovirais contra o HIV, vírus que causa a aids. Segundo o executivo, o desconto da Glaxo levará o preço do tratamento para menos de US$ 2 por dia.O número de soropositivos na África ultrapassa a marca de 26 milhões de pessoas. Somente no Quênia, são 2,1 milhões de infectados, e apenas 1.000 destes têm recebido tratamento com o anti-retroviral. Segundo o executivo de marketing da Glaxo, mesmo com a redução de preços dos medicamentos, esse número aumentará apenas entre 20.000 e 30.000 já que a maioria dessa população sobrevive com menos de US$ 1 por dia.A procuradora Indar Van Gisbergen, da Kenyan Coalition for Access to Essential Medicines - união que trabalha para que todos tenham acesso a remédios básicos no Quênia -, disse que o anúncio da Glaxo foi em tempo para influenciar um projeto de lei no parlamento que pode permitir a importação de medicamentos a preços mais baixos, como remédios genéricos para aids.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.