Tyler Hicks/The New York Times
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Quenianos aguardam visita de Obama desde que ele assumiu a Casa Branca, em 2009

Última viagem do presidente americano ao país de origem da família de seu pai foi em 2006, quando ele ainda era senador por Illinois

O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2015 | 11h08

WASHINGTON -  Nove anos depois de visitar o Quênia pela última vez - quando ainda era senador por Illinois - o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chega nesta sexta-feira, 24, ao pais em que nasceu parte de sua família e deve ser recebido com uma mistura de orgulho e esperança pelo que conquistou no comando da Casa Branca e pelo que esperam que ele pode oferecer ao país e ao continente.

Na viagem de 2006, acompanhado da mulher Michelle e das duas filhas, Obama se misturou com a população local e fez um teste de HIV para encorajar as pessoas a descobrirem se são ou não portadoras da doença. Ele também foi ao vilarejo de Kogelo, onde almoçou com sua avó e visitou o túmulo de seu pai, que morreu em um acidente de carro em 1982.

Desta vez, as coisas serão diferentes. Obama não visitará o vilarejo de sua família e, em razão da logística de uma viagem presidencial e das preocupações com segurança, passará a maior parte do tempo em locais fechados da capital Nairóbi.

"Vou ser honesto com vocês: visitar o Quênia como um cidadão comum é provavelmente muito mais significativo para mim do que como presidente, porque eu posso realmente sair do quarto de hotel ou de um centro de conferências", disse Obama em entrevista na semana passada. No entanto, Obama qualificou a atual viagem como "obviamente importante do ponto de vista simbólico".

O roteiro de Obama foi construído em torno da agenda da Cúpula Global de Empreendedorismo, em Nairóbi, mas também inclui uma visita à sede da União Africana, em Addis Ababa - maior cidade da Etiópia. Obama se reunirá com líderes dos dois países.

Cobranças. Esta é a quarta viagem de Obama à África desde que ele assumiu a presidência dos EUA - o que o coloca como o líder americano que mais visitou o continente enquanto estava no cargo -, mas muitos africanos esperavam que o primeiro presidente americano negro, filho de um queniano, investiria mais tempo e recursos para estreitar os laços dos EUA com a África.

"Em geral, a África tem expectativas de grandes acordos com o governo Obama", disse J. Peter Pham, diretor do Africa Center no Atlantic Council, em Washington. "Nenhum outro país tem mais esperanças do que o Quênia. Então, essa falta de visita ao país até o momento lançou uma sombra sobre o envolvimento do governo com a África."

Em entrevista à emissora britânica BBC antes de deixar Washington, na quinta-feira, Obama afirmou que a viagem lhe daria a oportunidade de expandir o engajamento dos EUA para a criação de oportunidades econômicas no continente africano.

"Acredito que quando as pessoas veem oportunidade, quando elas têm um senso de controle do seu próprio destino, então elas são menos vulneráveis à propaganda e ideologias distorcidas que têm atraído os jovens", disse o presidente dos EUA à BBC. / BLOOMBERG NEWS


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