Quenianos escolhem hoje novo presidente

Os quenianos vão às urnas hoje para escolher o sucessor de Daniel arap Moi, presidente há 24 anos, 210 deputados e mais de 2 mil prefeitos. As urnas abriram às 06:00 locais (01:00 em Brasília) para que os 10,5 milhões de eleitores possam escolher os seus candidatos. O presidente queniano, Daniel arap Moi, 78 anos, impedido pela Constituição de se candidatar a um novo mandato, votou meia hora depois da abertura das urnas em Kandui, no Vale do Rift, norte do país. "Desejo boa sorte ao candidato que irá me suceder", disse Moi pouco depois de ter colocado o voto na urna. "Vou ceder o lugar com alegria e feliz por ter conseguido dois mandatos numa democracia multipartidária", acrescentou Moi, que assumiu o poder em 1978. Na corrida à sua sucessão de Moi, prevista para janeiro, participam o filho do primeiro presidente queniano, Uhuru Kenyatta, apoiado pelo partido no poder - KANU -, Mwai Kibaki, sustentado por uma aliança de partidos oposicionistas, e Simeon Nyachae, de 70 anos, milionário e líder de um pequeno partido de oposição. Moi, que em 1978 sucedeu a Jomo Kenyatta, por sua morte, está constitucionalmente obrigado a afastar-se do poder, mas se manterá líder da KANU, que rege o país desde a independência do Reino Unido em 1963. Segundo uma sondagem do princípio do mês, Kibaki tinha a esmagadora margem de simpatia do eleitorado, com 68,2% das intenções de voto, contra 21,7% em Kenyatta. No Quênia, o "berço da humanidade", têm sido descobertos os mais antigos vestígios dos ancestrais do homem. A crise econômica, incluindo redução do turismo causada por focos de violência, foi agravada pela pior época de seca em três décadas. O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial (BM) suspenderam a ajuda ao Quênia em 2000, devido ao não cumprimento de suas promessas de combate à corrupção e de privatização de alguns setores da economia.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.