Quenianos festejam Nobel da Paz vencido por Obama

As rádios quenianas interromperam sua programação hoje, e motoristas de ônibus gritavam a notícia pelas janelas: o presidente Barack Obama venceu o prêmio Nobel da Paz.

AE-AP, Agencia Estado

09 de outubro de 2009 | 16h41

O comitê norueguês do Nobel surpreendeu com sua decisão de conferir o prêmio a Obama no início de seu governo por iniciativas para reduzir as armas nucleares e diminuir as tensões por meio da diplomacia.

Mas no Quênia, poucos criticaram a medida. O país do leste africano tem uma consideração especial por Obama, que é filho de um economista queniano e de uma antropóloga norte-americana. "Quando eu ouvi (a notícia) no rádio eu disse ''aleluia!''", disse James Andaro, de 65 anos.

Comerciantes do mercado carregavam rádios, e as pessoas gritavam a notícia umas para as outras das janelas dos ônibus. Muitos deles já estão decorados com fotografias dos presidente norte-americano.

O presidente do Quênia, Mwai Kibaki, divulgou um comunicado de cumprimento a Obama. "Eu não tenho dúvidas de que este prêmio dará novo ímpeto a nossos esforços de produzir a paz em áreas onde a guerra tem destruído comunidades há tempos", disse Kibaki. "Eu também o encorajo a continuar a abri as avenidas do diálogo com o objetivo de produzir melhor entendimento entre a família de nações".

Obama não fez visitas ao Quênia depois que assumiu o cargo. Mais de mil pessoas foram assassinadas em confrontos após a reeleição de Kibaki em 2007. "Nós precisamos de um Obama aqui na África", declarou Humphrey Oguto, um engenheiro de 27 anos. "Ele fez bastante em pouco tempo. Nossos líderes não fizeram nada em muitos anos".

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