Quenianos são acusados de assassinato e terrorismo por atentados em Uganda

Ataques cometidos no último dia 11 causaram 76 mortes e deixaram dezenas de feridos

EFE,

31 de julho de 2010 | 08h01

Três quenianos foram acusados de assassinato e terrorismo pelos atentados a bomba cometidos no último dia 11 em Campala, e que causaram 76 mortes e deixaram dezenas de feridos, quarenta dos quais seguem hospitalizados, informou a imprensa ugandense neste sábado, 31.

 

Os suspeitos, identificados como Hussein Hassan Agad, de 27 anos, Mohammed Adan Abdow, de 25, e Idris Magondu, de 42, fazem parte do grupo de cerca de 20 ugandenses, somalis, etíopes e paquistaneses supostamente ligados com a organização Al-Shabab que foram detidos pelas autoridades de Uganda por suposta relação com os atentados em Campala.

 

A Al-Shabab, organização islamita vinculada à Al Qaeda, tenta derrubar o Governo Federal de Transição (TFG, em inglês) da Somália e requisitou a autoria dos ataques realizados por terroristas suicidas em um clube de rugby e um restaurante de comida etíope, onde várias pessoas se reuniram para assistir à final da Copa do Mundo da África do Sul.

 

Agad, Abdow e Magondu foram processados nesta sexta-feira, 30, em um tribunal de primeira instância de Campala, mas o magistrado aconselhou que não fizessem declaração de culpabilidade ou inocência até que o julgamento comece, no próximo dia 27 de agosto no Alto Tribunal da capital.

 

Ao assumir a autoria dos atentados, a Al-Shabab assinalou que eles foram executados em represália pela presença de tropas ugandenses na Missão da União Africana na Somália (AMISOM), que mantém o TFG no poder, liderado pelo presidente, Sharif Sheikh Ahmed, que também conta com o respaldo da comunidade internacional.

 

O grupo islamita realizou vários ataques suicidas dentro da Somália, causando a morte de dezenas de soldados da AMISOM e centenas de civis, mas esta foi a primeira vez que realizou um atentado do tipo no exterior.

 

A organização prometeu que continuará seus ataques em Uganda e outros países do leste africano que apoiam o Governo somali, mas as autoridades de Campala afirmam que não se renderão perante as ameaças.

 

Uganda contribui atualmente com 3.400 soldados à AMISOM, enquanto Burundi enviou 1.600. Embora a ONU tenha desaconselhado os vizinhos da Somália a se envolverem em operações militares no país, uma cúpula da União Africana (UA) aprovou na terça-feira o envio de outros quatro mil soldados para reforçar o contingente militar.

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