"Quero ser chefe de governo", diz líder da extrema direita austríaca

O principal expoente da extrema direita austríaca, Joerg Haider, manifestou hoje sua intenção de se apresentar como candidato ao cargo de chefe de governo. Haider, que é líder do Partido da Liberdade (FPOE), deu a conhecer sua decisão durante uma entrevista com a rede de televisão árabe Al-Jazeera, durante a qual afirmou que "sou um maratonista e, com tal, estou habituado a longas esperas antes de chegar à minha meta; e por isso não perderei de vista o objetivo de me converter em chanceler". Com relação ao êxito de Jean-Marie Le Pen na França, Haider afirmou que "é positivo" e destacou que "partidos orientados à direita, como o de (Silvio) Berlusconi na Itália, o novo governo na Dinamarca e os últimos acontecimentos na Holanda, estão conduzindo a uma consolidação nesta direção". Segundo Haider, os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos "não devem dar aos norte-americanos uma carta branca para que se apresentem como mestres diante do mundo inteiro e decidam qual país dever ser considerado mau ou bom". O político austríaco também dedicou algumas palavras ao Oriente Médio: "Tenho meus amigos nas nações árabes", acrescentando que o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, transformará a região em um "barril de pólvora". "Os palestinos têm direito à resistência e à defesa de sua pátria", disse. Na entrevista concedida nos estúdios da rede de televisão austríaca ORF, em Klagenfurt, Caríntia - a região governada por Haider -, o líder austríaco afirmou que a Europa deve atuar diretamente sobre os problemas do Oriente Médio e "emancipar-se dos Estados Unidos".

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