Ahmad Al-Rubaye/Efe
Ahmad Al-Rubaye/Efe

Questões econômicas abrem cúpula da Liga Árabe

Secas e revoltas ameaçam prejudicar a economia do Oriente Médio, disseram autoridades árabes

AE, Agência Estado

27 Março 2012 | 12h45

BAGDÁ - Secas e revoltas ameaçam prejudicar a economia do Oriente Médio, disseram autoridades árabes nesta terça-feira, 27, ao discutirem planos para estimular a estabilidade da região, no início da reunião da Liga Árabe, nesta terça-feira, em Bagdá.

Pela primeira vez em vários anos, líderes dos 21 Estados se reúnem no Iraque para a cúpula anual da Liga Árabe. O Iraque espera que a reunião integre melhor seu governo xiita no mundo árabe, dominado por sunitas. O governo iraquiano enviou milhares de soldados e policiais para Bagdá para prevenir que ameaças insurgentes atrapalhem o evento.

Ministros da área econômica concordaram, de forma provisória, em cooperar com propostas para o setor de turismo além de acordos para tratar de problemas relacionados à falta de água e desastres naturais.

As propostas, apresentadas durante a abertura da reunião, ainda precisam ser aprovadas pelos governantes e chefes de governo no último dia da cúpula, na quinta-feira.

"Sofremos principalmente com a falta de financiamento e com alguns problemas técnicos", disse o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elaraby, durante a reunião com ministros da área econômica.

Como no Iraque, onde os rios Tigre e Eufrates estão secando, recursos hídricos são um problema em outras partes do Oriente Médio. Os Emirados Árabes Unidos e a Jordânia dizem que suas águas subterrâneas apresentam redução e que o Mar Morto está secando.

A maior parte do problema se deve ao fracasso dos governos da região em gerenciar o crescimento e o uso de seus principais rios.

O ministro de Finanças do Kuwait, Mustafa al-Shamali, disse que seu país retira água do Golfo Pérsico, mas que é "muito caro" transformá-la em água potável. Segundo ele, a questão da água é uma dos principais preocupações dos ministros de economia da região.

Um relatório do Departamento de Estado norte-americano divulgado na semana passada em Washington indica que há pequenas chances de questões ligadas a água levarem a guerras nos próximos dez anos. Mas concluiu que a falta de água vai prejudicar os mercados de alimentos no âmbito nacional e internacional.

Após 2022, conclui o documento, o uso da água como arma de guerra ou ferramenta para o terrorismo se tornará mais provável, particularmente no sul da Ásia, Oriente Médio e norte da África.

 

As informações são da Associated Press.

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