Questões legais limitam sanções da UE contra a Rússia

A União Europeia concentrou as sanções contra a Rússia nos círculos político e militar principalmente por causa de preocupações legais para ir além disso, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel. "Nós na Europa estamos limitados por ter uma conexão óbvia com a Crimeia, que é a base para as sanções. Essa é uma situação legal diferente dos EUA", disse a jornalistas, após encontro de líderes em Bruxelas.

AE, Agência Estado

20 de março de 2014 | 23h49

Mais cedo, os EUA impuseram sanções contra quatro dos mais influentes empresários da Rússia e um banco, enquanto os europeus se limitaram a congelar ativos e proibir viagens de 12 funcionários do governo russo, evitando o confronto com empresas.

No ano passado o tribunal do bloco recusou várias sanções contra indivíduos e empresas, como no caso do empresário saudita Yassin Qadi, cujo congelamento de ativos foi negado pelo Tribunal de Justiça da União Europeia em julho. Ele foi incluído na lista de sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) sob a alegação de financiar a Al-Qaeda, mas o tribunal europeu demandou mais provas.

Um diplomata europeu envolvido na formulação das sanções confirmou que as decisões do ano passado dificultam as sanções contra a Rússia, já que o tribunal exigirá um nível elevado de provas. Um segundo diplomata disse que Alemanha, Itália, Espanha e Finlândia estão entre os países que levantaram preocupações legais nas negociações sobre as sanções. Fonte: Dow Jones Newswires.

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