Questões locais são decididas

Proibição do casamento gay, restrição ao aborto, incentivo às fontes de energia renovável e até a proteção de porcas grávidas. São questões sobre as quais muitos eleitores tiveram de decidir ontem, ao entrar na cabine eleitoral para escolher entre Obama e McCain. Isso graças a dispositivos legais que permitem a Estados, condados e municípios aproveitar a votação presidencial para realizar plebiscitos. As questões podem ser incluídas pelos Legislativos estaduais ou por iniciativa de grupos civis. A norma varia dependendo do local, mas, em geral, exige-se que esses grupos reúnam um determinado número de assinaturas. E muitos conseguem. Só nessas eleições foram incluídas nas cédulas eleitorais um total de 153 questões nos Estados e outras nos condados e municípios. Em Dakota do Sul, os eleitores tiveram de decidir se proíbem ou não o aborto. No Colorado, a proposta era que logo após a fecundação o embrião fosse definido como "pessoa" para efeitos legais - o que baniria, na prática, o uso da pílula do dia seguinte. A Califórnia foi um dos campeões de consultas - 12 foram incluídas. A questão sobre as porcas grávidas, por exemplo, foi proposta pela organização Humane Society. A população teve de decidir se queria ou não uma lei proibindo que tanto esses animais quanto as galinhas e outros bichos de fazenda fossem encerrados em gaiolas pequenas. Mas a consulta mais polêmica era sobre a volta da proibição do casamento gay. Desde que a Justiça a derrubou, em maio, milhares de casais oficializaram a relação.

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