Quirguistão confirma decisão de fechar base dos EUA

Local é considerado estratégico para as operações americanas e da Otan no conflito no Afeganistão

06 de fevereiro de 2009 | 09h08

O chefe do Conselho de Segurança Nacional do Quirguistão, Adakhan Madumarov, afirmou nesta sexta-feira, 6, que não será revertida a decisão de fechar a base aérea norte-americana no território quirguiz. A instalação militar é estratégica para as operações dos Estados Unidos e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão.   Veja também: Gilles Lapouge: EUA e Rússia travam disputa no fim do mundo   Madumarov disse, em entrevista coletiva, que estava confiante de que conseguiria apoio do Parlamento para essa medida. Os parlamentares devem tratar do caso na semana que vem. O anúncio de Madumarov parece enterrar as esperanças norte-americanas de assegurar a manutenção da base aérea Manas, localizada nas proximidades da capital quirguiz.   O presidente do Quirguistão, Kurmanbek Bakiyev, anunciou o fechamento da base na terça-feira, em uma visita à Rússia. Na viagem Bakiyev assegurou mais de US$ 2 bilhões em auxílio financeiro e crédito de Moscou.   Na quinta-feira, o Pentágono disse que se o governo do Quirguistão fechar a base americana de Manas, em solo quirguiz, as operações militares no Afeganistão não se verão afetadas. O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, disse que nem o Departamento de Estado nem o Departamento de Defesa receberam um comunicado oficial do Governo do Quirguistão suspendendo o acordo para uso da base.   Whitman declarou que caso o Quirguistão peça a base de Manas de volta, como anunciou ontem o presidente Kurmanbek Bakiev, os EUA recorrerão a outros meios para dar apoio às tropas no Afeganistão, de modo que as operações "não correm risco". "Apesar de valorizarmos a relação e os acordos que temos sobre Manas, os EUA, sem dúvida, serão capazes de dar continuidade a suas operações no Afeganistão", acrescentou.   Por sua vez, o porta-voz adjunto do Departamento de Estado, Robert Wood, assegurou que os EUA não receberam "nenhum comunicado oficial" sobre as intenções do Quirguistão de "fechar a base". Perguntado sobre um possível conflito de interesses caso fique constato que a Rússia tem a ver com a decisão do governo quirguiz, Wood disse que o Departamento de Estado americano "não quer tirar conclusões". Porém, reconheceu: "Claramente é um assunto que temos que tratar com a Rússia".

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