Quirguistão decreta emergência após 41 mortes

Pelo menos 41 pessoas morreram durante a violência étnica ocorrida no sul do Quirguistão, afirmou o governo local em comunicado hoje. O texto cita como fonte o Ministério da Saúde. As mortes ocorreram na região de Osh. Mais de 600 pessoas se feriram nos distúrbios nessa área. A crise levou o governo usbeque a decretar estado de emergência em Osh, despachando reforços para controlar a situação.

AE-AP, Agência Estado

11 de junho de 2010 | 16h38

O governo provisório do Quirguistão, liderado por Roza Otunbayeva, luta para impor a ordem na instável nação da Ásia Central. O novo líder chegou ao poder neste ano durante distúrbios que provocaram a queda do presidente Kurmanbek Bakiyev.

Testemunhas afirmam que os confrontos envolvem quirguizes étnicos e grupos usbeques étnicos em Osh, que antes era um grande foco de partidários do ex-presidente Bakiyev. Osh é a segunda maior cidade do Quirguistão.

As testemunhas disseram que houve vários disparos de armas de fogo ontem à noite na área. A mídia local informou sobre gangues com jovens que atacaram lojas com pedras e barras de metal e também incendiaram carros.

Há no Usbequistão bases russas e dos Estados Unidos. A atual crise no país é considerada a pior desde a deposição de Bakiyev, em março, que acabou fugindo do país. A violência gera dúvidas sobre a capacidade de o governo interino manter seu poder. Pelo menos 624 pessoas se feriram nesses distúrbios, segundo autoridades.

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