R$ 4 milhões para compensar destruição do ciclone Catarina

O ministro das Cidades, Olívio Dutra, anunciou hoje que sua pasta disponibilizou R$ 4 milhões para a reconstrução de casas destruídas pelo ciclone Catarina. A verba, informou, será liberada assim que municípiosapresentarem um plano de trabalho para a reconstrução, com informações sobre o número de casas destruídas, a sualocalização e o valor necessário para os reparos. Até agora, somente o município de Torres (RS) apresentou o relatório sobre avaliação dos danos, preparado pela defesa civil. O ciclone atingiu domingo os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O ministério ainda não dispõe de informaçõessobre o prejuízo provocado pelo desastre, nem sobre o número de famílias atingidas.?A verba não está restrita aos R$ 4 milhões. Estes são os recursos que já colocamos à disposição?, afirmou Dutra. O dinheiro, porém, somente pode ser empregado para a construção de casas de famílias que tenham renda de até 3 salários mínimos. Para famílias com renda superior é oferecida a liberação do FGTS.Da mesma forma que o socorro às vítimas das enchentes, a reconstrução das casas atingidas pelo ciclone somente serápermitida se elas não estiverem em áreas de mananciais ou de risco. ?Nestes casos, a prefeitura deverá oferecer um novo terreno para a construção?, disse.Dutra e o ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, anunciaram também a liberação do último lote de verbaspara reconstrução de casas atingidas pelas enchentes do início do ano. Hoje, foram liberados R$ 43,7 milhões, suficientes para a reconstrução de 6.602 casas em 213 municípios, distribuídos em 13 Estados. Com a medida de ontem, o governo liberou ao todo R$ 119 milhões para a reconstrução de 18 mil casas, em 470 municípios.Até o início da semana, porém, o dinheiro dos dois primeiros lotes ainda não havia chegado às cidades. Isso porque faltava a publicação de uma portaria pelo Ministério do Planejamento, com a previsão da fonte dos recursos. A medida foi tomadaquarta-feira. ?O dinheiro estará disponível na Caixa Econômica Federal?, garantiu Ciro.

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