Bae Jae-man/Yonhap via REUTERS
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Divisão no partido governista da Coreia do Sul pode dar espaço para chefe da ONU

Grupo de pelo menos 29 deputados do partido governista Saenuri, da presidente afastada Park Geun-hye, deixaram a legenda para formar uma nova representação; espera-se que o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se junte ao grupo

O Estado de S. Paulo

27 Dezembro 2016 | 09h47

SEUL - Um grupo do partido governista da Coreia do Sul informou nesta terça-feira, 27, que formará um novo partido e membros de alto escalão dizem esperar que o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, se junte ao grupo em uma aguardada candidatura à Presidência.

Caso Ban, de saída da ONU, se junte ao novo partido, ele receberia uma plataforma conservadora enquanto se distancia do Partido Saenuri, da presidente afastada Park Geun-hye, afetada por escândalos que levaram à abertura de um processo de impeachment em votação parlamentar neste mês.

"Os leais a Park esqueceram os autênticos valores do conservadorismo, o que resultou na perda da confiança do povo. Sua lealdade à presidente e a ignorância da voz e da verdade do povo permitiram a Choi Soon-sil interferir em assuntos de Estado", disse um porta-voz do grupo à agência "Yonhap". Ele acrescentou que os parlamentares da nova legenda tentarão transformar o escândalo em uma oportunidade para reformar a Coreia do Sul.

Os 29 parlamentares que estão deixando o Partido Saenuri estão entre os que apoiaram a moção parlamentar pelo impeachment por abuso de influência, aprovada em 9 de dezembro. Alguns analistas esperam que o novo partido se torne a principal força conservadora do país e novas saídas do partido governista são esperadas, especialmente caso Ban se junte à nova legenda.

"Esperamos que o secretário-geral (da ONU) Ban Ki-moon se junte ao Novo Partido Conservador para a Reforma, e caso se junte, é certo que ele seja competidor em uma primária justa", disse Yoo Seong-min, membro do novo partido e possível candidato presidencial, à TV SBS, usando o nome provisório do novo partido. Em pesquisa de opinião da Realmeter divulgada na segunda-feira, 23,3% dos entrevistados apoiavam Ban, à frente de Moon Ja-in, do Partido Democrático, com 23,1%. 

Após a cisão do Saenuri, que contava com 128 cadeiras na Assembleia Nacional e fica agora somente com 81, a principal força da oposição, o Partido Democrático, se alça como a facção com maior representação parlamentar, com 121 deputados.

A nova legenda se tornará a quarta maior força política do país com 29 deputados, depois do Partido do Povo, que conta com 38 assentos no Parlamento. / REUTERS e EFE

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