Radiação alta aborta plano para resfriar reator no Japão

As autoridades japonesas desistiram do plano de utilizar helicópteros para jogar água e resfriar um dos reatores da usina nuclear de Daiichi, em Fukushima, na região nordeste do Japão. O plano foi abandonado devido aos altos níveis de radiação no local.

DANIELLE CHAVES, Agência Estado

16 de março de 2011 | 08h34

O secretário-chefe de gabinete do governo japonês, Yukio Edano, afirmou que os preparativos para uma nova tentativa de resfriar os reatores da usina estão sendo avaliados e começarão hoje. O secretário não detalhou, porém, quais medidas as operações vão envolver.

Edano afirmou que a radiação na usina estava em cerca de 1.500 microsieverts (unidade usada para indicar danos biológicos causados pela radiação) por volta das 4 horas (horário de Brasília). Segundo ele, esse nível não impõe um risco imediato à saúde das pessoas que permanecem na área de evacuação em torno de Daiichi.

Mais cedo, a Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão informou que o nível de radiação em torno da usina havia atingido o pico de 6.400 microsieverts. Após o comunicado da agência, Edano afirmou que a explicação mais provável para o súbito aumento nos níveis de radiação era uma emissão radioativa na usina.

Comparação

Um exame de raios X do tórax geralmente expõe o paciente a uma dose de radiação de cerca de 100 microsieverts, de acordo com a Sociedade Radiológica da América do Norte. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos alerta que uma dose de 500 mil microsieverts pode provocar náuseas. Já uma exposição de 4 milhões de microsieverts pode ser fatal se não for tratada. As informações são da Dow Jones.

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