Radiação em Fukushima atrasa volta para casa da população em dez anos

Estudo divulgado no Japão mostra que 18% das pessoas que tiveram que deixar a cidade deverão ainda ficar longe de casa pela próxima década

Efe,

10 de junho de 2012 | 11h38

TÓQUIO - Dezoito por cento dos cerca das 86 mil pessoas evacuadas por causa da crise nuclear na central de Fukushima em março de 2011 só poderá retornar para suas casas por causa da alta radiação em pelo menos dez anos, segundo um estudo emitido pelo Governo japonês.

Além disso, segundo as estimativas, a radiação nas regiões próximas à unidade manterá também afastados de suas casas e municípios 32% dos evacuados por pelo menos até 2017, informou neste domingo a rede japonesa "NHK".

O estudo, que foi apresentado aos Governos locais da província de Fukushima (nordeste), foi feito mediante os prognósticos que o Governo trabalha, após cotejar os dados de radiação atmosférica na região.

Pelo menos em seis das 11 cidades e municípios que ficam dentro da área de evacuação de 20 quilômetros decretada pelo Governo ao redor da central, superam ainda, mais de um ano e três meses depois da tragédia, o limite de segurança de 20 milisieverts anuais, acrescentou a "NHK".

O estudo também detalha que a percentagem dispara nos municípios mais próximos à unidade, como em cidades como Okuma, onde o Governo considera que 81% dos evacuados terá dificuldades para retornar a suas casas nos próximos dez anos, ou em Futaba, onde se estima que alcance 49%.

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