Radiação no mar japonês supera em 3.355 vezes o limite

O nível de iodo radioativo encontrado na água do mar, 300 metros ao sul da usina de Daiichi, em Fukushima, no Japão, é 3.355 vezes superior ao limite legal, informou nesta manhã o porta-voz da Agência de Segurança Industrial e Nuclear, Hidehiko Nishiyama. É o pior nível já registrado nessa área. Segundo o porta-voz, essa radiação não representa um risco para a população, pois ela se dissipa rapidamente.

GABRIEL BUENO, Agência Estado

30 Março 2011 | 10h02

Nishiyama reconheceu pela primeira vez que existe a possibilidade de que água radioativa esteja vazando dos tanques de pressão dos reatores danificados na usina Daiichi. As barras de combustível dos reatores 1, 2 e 3 permanecem parcialmente expostas, apesar da grande quantidade de água usada para resfriar os reatores e controlar a situação. Teme-se que a água contaminada tenha escapado para o solo e o oceano, aumentando a possibilidade de um grande desastre ambiental.

Acredita-se também que o material radioativo esteja escapando pelo ar, ainda que em menor proporção. A água dos reatores danificados esquenta e vira vapor, escapando por válvulas, canos e ventiladores danificados. Segundo o porta-voz da agência de segurança, a água menos radioativa deve ser transferida para outros tanques, para que seja bombeada a água mais radioativa até o tanque usado para condensação do vapor, normalmente usados para resfriar o vapor nas usinas.

A retirada da água é essencial para que o sistema de resfriamento possa voltar a funcionar, estabilizando a usina a longo prazo. A crise começou em 11 de março, com o violento terremoto e o tsunami que atingiram o nordeste do Japão e danificaram a usina. As informações são da Dow Jones.

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