Radicais de Israel pregam desobediência militar

Um proeminente grupo de representantes da linha-dura israelense sugere que os soldados desobedeçam as ordens para desmantelar as colônias judaicas da Faixa de Gaza, ampliando as divisões na sociedade de Israel quanto ao plano do governo para desocupar o território palestino. O chamado para que as forças de segurança resistam ao esvaziamento das colônias aparentemente representa uma nova escalada no tom do debate.A petição publicada no semanário Besheva refere-se à retirada como "crime contra a humanidade" e exorta os militares a desobedecer à ordem de esvaziar as colônias. "Pedimos às autoridades públicas que vêm recebendo pedidos para preparar o caminho da limpeza étnica dos judeus de sua pátria ... que ouçam a voz da consciência", diz o texto, assinado por 185 pessoas, incluindo ex-parlamentares, intelectuais, militares e reservistas.Ao mesmo tempo, o ministro da Defesa Shaul Mofaz ordenou o fechamento da Cisjordânia e da Faixa de Gaza durante as festas judaicas que se aproximam, o que impedirá milhares de trabalhadores palestinos de entrar em Israel.Uma porta-voz do ministério informa que a ordem entrará em efeito na sexta-feira e durará até o início de outubro. Fontes militares disse que situações humanitárias continuarão a ser atendidas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.