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Radicalização de terrorista que atacou igreja na Normandia aumentou na prisão

Adel Kermiche ficou quase um ano preso por tentar viajar para a Síria e realizar a 'jihad'; nesse período sua ideologia jihadista foi mais desenvolvida

O Estado de S. Paulo

03 Agosto 2016 | 10h18

PARIS - A radicalização de um dos dois terroristas que atacaram uma igreja na Normandia, França, em julho, aumentou enquanto ele esteve preso, informou nesta quarta-feira, 3, a emissora francesa RMC.

Adel Kermiche, de 19 anos, passou quase um ano em detenção provisória, entre maio de 2015 e março de 2016, em Fleury-Mérogis, um dos maiores centros penitenciários da Europa, nos arredores de Paris, onde estão presos vários franceses que voltaram da Síria e muitos radicais.

O jovem ficou preso após ser detido tentando ir à Síria em duas ocasiões para fazer a "guerra santa" (jihad). No dia 22 de março ele foi solto.

Enquanto esteve na prisão, segundo a RMC, a ideologia jihadista de Kermiche foi alimentada por um companheiro de cela e pelas doutrinas que seguiu de um mauritano muito conhecido no entorno jihadista, com quem ele chegou a falar em várias ocasiões.

As mensagens que enviou pelo aplicativo de mensagem instantânea Telegram, utilizando a comunicação codificada, mostram que Kermiche considerava o predicador um "sábio" e o via também como um guia de seu companheiro, um homem de 32 anos com o qual compartilhou cela a partir de novembro.

Pelo mesmo aplicativo, Kermiche conheceu o segundo jihadista que atacou a igreja na Normandia, Abdel Malik Petitjean, quatro dias antes do ataque.

Os dois foram mortos pela polícia após matarem um sacerdote que rezava uma missa na paróquia de Saint-Étienne-du-Rouvray, nos arredores da cidade de Rouen, e ferirem gravemente um fiel que acompanhava a missa. /EFE

 

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