Radicalização e polarização assombram Caracas

A estreita diferença em favor de Nicolás Maduro na eleição de 14 de abril na Venezuela acirrou ainda mais os ânimos de uma sociedade dividida entre partidários e opositores do presidente Hugo Chávez, morto poucas semanas antes, em 5 de março. Apesar da comoção nacional causada pelo desaparecimento do líder, Maduro obteve escassos 50,66% dos votos.

CENÁRIO: Roberto Lameirinhas - O Estado de S. Paulo,

14 de fevereiro de 2014 | 22h09

O candidato da oposição, Henrique Capriles, conquistou 49,07% dos votos, exigiu recontagem, contestou o resultado e recusou-se a reconhecer a vitória de Maduro. A retórica de ambos se radicalizou, abafando as vozes moderadas. Em meio a esse caldo de cultura, a deterioração da economia venezuelana passou a dar sinais de aceleração - com inflação e câmbio descontrolados.

Sob a alegação de defender a segurança de seus manifestantes, chavistas e opositores passaram a adotar táticas de confronto, quase sempre utilizando motociclistas, os "motorizados". É como se os dois lados em confronto tivessem seus próprios batalhões black blocs - armados. A agravante é que o bando de motorizados que apoia o governo age com a quase complacência das forças de ordem, enquanto os da oposição são duramente reprimidos por ela.

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