Rafael Correa aposta em reestruturação da dívida externa

O novo presidente do Equador, Rafael Correa, reiterou nesta segunda-feira que realizará uma renegociação "soberana e firme" da dívida externa para aliviar as pressões geradas pelo serviço da dívida e para destinar mais recursos a programas sociais. O presidente disse que o foco está na revisão das "inadmissíveis" condições financeiras acordadas pelo país com os credores em 2000 e que abriram caminho para emissão de bônus globais com capital atual de 3,21 bilhões de dólares e taxas entre 10 e 12 por cento ao ano. Correa, que afirmou que o nefasto ciclo neoliberal terminou no Equador, pediu em seu discurso de posse que instituições multilaterais sejam solidárias com a situação social que o país enfrenta e aprovem uma renegociação de suas dívidas. O líder nacionalista não mencionou a possibilidade de declarar uma moratória unilateral dentro do processo de renegociação, mas alertou que a comunidade internacional deveria constituir um tribunal para determinar a legalidade de determinadas dívidas e aprovar a suspensão de seus pagamentos. A dívida externa do Equador aumentou em novembro para 10,312 bilhões de dólares.

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