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Rafael Correa já tratava Assange como 'perseguido' no começo de 2012

Presidente do Equador foi entrevistado pelo fundador do WikiLeaks para o programa 'The World Tomorrow'

estadão.com.br,

19 de junho de 2012 | 16h42

Texto atualizado às 18h25

 

QUITO - Desde o início deste ano, o criador do WikiLeaks, Julian Assange, já era considerado um "perseguido" pelo presidente do Equador, Rafael Correa. "Seja bem-vindo ao clube dos perseguidos", foi a frase usada por Correa para encerrar a entrevista que concedeu a Assange em seu programa de televisão 'The World Tomorrow'. A entrevista foi ao ar no final de maio, mas fora gravada meses antes.

 

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Na conversa, com duração de quase meia hora, Correa e Assange abordaram temas como liderança política, relações políticas com os Estados Unidos e liberdade de imprensa. Neste tópico, inclusive, Correa afirmou que o governo equatoriano não tinha "nada a esconder da população" e que o site WikiLeaks poderia publicar qualquer documento sobre seu país. "Que publiquem tudo o que têm sobre o governo equatoriano", afirmou o presidente.

 

Nesta tarde, Assange pediu asilo político ao Equador, depois de enviar uma carta ao presidente Correa, afirmando sofrer perseguição. "A perseguição que sofro em diferentes países deriva não apenas de minhas ideias e ações, mas do meu trabalho de publicar informações que comprometem os poderosos, de publicar a verdade e com isso desmascarar a corrupção e abusos graves aos direitos humanos ao redor do mundo", escreveu, em carta lida nesta terça pelo chanceler equatoriano, Ricardo Patiño.

 

Convite

 

Em um comunicado de 2010 publicado no site do Ministério de Relações Exteriores do Equador, o governo de Quito convidou Assange para "desenvolver um documento" falando das relações entre o próprio país e os demais da América Latina.

 

A intenção do Equador, segundo o comunicado, era "obter informações em primeira mão", além de incentivar que Assange realizasse um trabalho investigativo, estimulando outros pesquisadores do país.

 

Asilo político

 

O governo equatoriano está analisando o pedido de asilo político feito por Assange. Patiño confirmou a informação em sua conta no Twitter. "Julian Assange solicitou asilo político na missão diplomática do Equador em Londres. (O) governo equatoriano analisa seu pedido".

 

Patiño acrescentou que Assange teria dito ter recebido ameaças de morte. "Julian Assange, do Wikileaks, manifesta querer continuar sua missão em um território pacífico e comprometido com a verdade e a justiça".

 

Assista abaixo à íntegra da entrevista de Assange com Rafael Correa.

 

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