Alastair Grant/AP
Alastair Grant/AP

Rainha Elizabeth abre caminho para referendo sobre a permanência da Grã-Bretanha na UE

Monarca discursou sobre plano legislativo do primeiro-ministro para o próximo ano e disse que aprovará uma lei para a consulta no país

O Estado de S. Paulo

27 de maio de 2015 | 10h09

LONDRES - A rainha Elizabeth II disse nesta quarta-feira, 27, que o governo britânico vai aprovar uma lei abrindo caminho para o referendo sobre a permanência do país na União Europeia.

"A legislação será apresentada para providenciar um referendo sobre a participação na União Europeia antes do final de 2017", disse a rainha, falando no Parlamento, durante discurso que estabelece o plano legislativo do primeiro-ministro David Cameron para o próximo ano.

"Meu governo renegociará a relação da Grã-Bretanha com a UE e buscará reformas da União Europeia para o benefício de todos os Estados membros", acrescentou a monarca.

A previsão é de que o projeto do referendo seja apresentado pelo premiê nesta quinta-feira ao Parlamento. A Câmara dos Comuns (Câmara Baixa) deverá votar sobre a agenda legislativa do governo na próxima semana.

Cameron afirma que gostaria que a Grã-Bretanha permanecesse em uma União Europeia reformada, mas vem sendo pressionado para dar mais detalhes sobre quando o referendo será realizado e quais mudanças ele quer na UE. O premiê quer realizar o referendo até o fim de 2017, mas a data pode ser antecipada se as mudanças na UE forem feitas antes.

Entre quinta e sexta-feira Cameron visitará quatro cidades europeias para discutir as reformas na UE com líderes, entre eles o presidente da França, François Hollande, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel.

Agenda. Outros projetos de lei importantes estão na agenda do Parlamento, como uma proposta para devolver mais poder de Westminster - onde fica o Parlamento - para Escócia, Inglaterra e Wales. Pela primeira vez, mais de metade do dinheiro gasto pelo governo escocês será levantado pelo Parlamento da Escócia.

Também está previsto na agenda um compromisso para reforçar as medidas de austeridade para eliminar o déficit orçamentário do país. Em seu primeiro mandato, o governo Conservador de Cameron cortou pela metade o déficit, que correspondia a 10,2% da economia no ano fiscal de 2010. /DOW JONES e REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.