Chris Jackson/Pool via Reuters
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Rainha Elizabeth II reaparece para condecorar capitão Tom Moore

Veterano de guerra centenário se tornou celebridade após dar cem voltas em seu jardim para angariar recursos para o sistema de saúde público britânico; doações totalizaram 33 milhões de libras (R$ 215 milhões)

Redação, O Estado de S.Paulo

17 de julho de 2020 | 17h11

Tom Moore, um veterano capitão da 2.ª Guerra de 100 anos que conseguiu arrecadar £ 32 milhões (R$ 215 milhões) para o serviço de saúde britânico durante a pandemia, foi condecorado nesta sexta-feira, 17, pela rainha Elizabeth II em uma cerimônia no castelo de Windsor.

Todos os eventos de entrega de títulos de honra que ocorreriam no Palácio de Buckingham, em Londres, entre junho e julho, haviam sido adiados por causa do surto de covid-19, mas a rainha resolveu abrir uma exceção a Moore, que ganhou a simpatia dos britânicos. 

Em abril, poucos dias antes de completar seu centésimo aniversário, o veterano de guerra prometeu dar 100 voltas no jardim de sua casa em uma campanha para que os britânicos doassem dinheiro ao NHS, o sistema público de saúde. Cada volta no jardim tinha cerca de 25 metros – ele precisou recorrer ao seu andador para completar o desafio. Ao terminá-lo, Moore disse que resolveu encarar a tarefa para mostrar aos britânicos que era preciso acreditar que “o sol iria brilhar de novo”.

Ao lado de sua família, Moore foi elevado à patente de “cavaleiro” pela rainha, que usou a espada que pertencia ao seu pai, o rei George VI, durante a cerimônia. Essa foi a primeira aparição pública de Elizabeth II desde que ela se recolheu ao castelo de Windsor, em 19 de março, junto com o marido, o príncipe Felipe, por causa da pandemia.

“Muito obrigado. Que quantia incrível de dinheiro você conseguiu”, disse sorridente a rainha ao agora sir Tom, que compareceu à cerimônia acompanhado da filha, do genro e de dois netos. 

A ideia de condecoração partiu do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que afirmou que Moore “nos trouxe uma luz em meio à neblina do coronavírus”. 

De acordo com o governo britânico, todas as medidas para manter o distanciamento foram tomadas, mas os participantes não usaram máscara. O Reino Unido já registrou mais de 45 mil mortes por covid-19. / REUTERS e AFP

 

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