Victoria Jones/Pool via AP
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Rainha lamenta mortes e danos causados pela covid

Elizabeth, que enfrentou problemas de saúde e a morte do marido, diz entender como o Natal é difícil para os que perderam alguém

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2021 | 20h51

LONDRES - Uma combinação de problemas de saúde e restrições do coronavírus impediram que a Rainha Elizabeth II comparecesse a compromissos públicos desde outubro, mas a monarca de 95 anos fez uma breve aparição nos lares britânicos na tarde deste sábado, quando a reservada monarca falou sobre a própria dor na mensagem do dia de Natal.

O discurso foi pré-gravado na semana passada no Castelo de Windsor, onde a rainha passou o Natal ontem com o príncipe Charles, a mulher dele, Camilla, e uns poucos membros da família. As preocupações com o aumento das infecções por coronavírus foram lembradas para explicar por que, pelo segundo ano seguido, ela não estaria recebendo a família no Palácio Sandringham, em Norfolk. Os números de casos confirmados bateram recordes no Reino Unido – onde a variante Ômicron já é dominante – e chegaram a 120 mil na quinta-feira.

Luto.

Elizabeth prestou homenagem a seu marido, o príncipe Philip, que morreu em abril, aos 99 anos de idade. “Este ano está faltando uma risada na família”, disse ela sobre Philip, que tinha a “capacidade de ver o lado divertido de qualquer situação”.

“Embora seja uma época de grande felicidade e alegria para muitos, o Natal pode ser difícil para aqueles que perderam entes queridos”, disse. “Este ano, especialmente, eu entendo o porquê”.

Ela disse que sentia muito pelas pessoas que perderam parentes e amigos e lamentou o impacto contínuo da pandemia de coronavírus. Elizabeth comentou algumas das notícias da família real, como o nascimento de quatro bisnetos.

Para a rainha, 2021 foi um ano desafiador que trouxe tristeza, escândalos e problemas de saúde pessoal, tudo isso sob o olhar sempre atento dos tabloides britânicos – para os quais a vida de membros da família real continua sendo um tema de fascínio e especulação. Controvérsias atingiram a família, como a entrevista do príncipe Harry e sua mulher, Meghan, a Oprah Winfrey, falando sobre racismo na família real, e as alegações de que o príncipe Andrew cometeu abusos sexuais, o que ele nega.

Saúde.

A rainha chegou a ser hospitalizada em outubro para o que o Palácio de Buckingham descreveu como “investigações preliminares”. Depois, os médicos a aconselharam a descansar e realizar apenas “tarefas leves”.

A rainha teve de refazer seus planos para o Natal, como tantos outros britânicos por causa do coronavírus, mas para muitos de seus súditos ela ofereceu uma sensação de estabilidade em tempos instáveis. / NYT, TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU

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