Rainha-mãe morre aos 101 anos

A rainha-mãe, que conquistou a lealdade e admiração da Grã-Bretanha durante a 2ª Guerra Mundial ao lado do rei George VI, morreu hoje, aos 101 anos, anunciou o Palácio de Buckingham. Ela morreu "em paz durante o sono" esta tarde no pavilhão real, em Windsor, informou um porta-voz. Sua morte ocorreu menos de dois meses após a de sua filha mais nova, a princesa Margaret, aos 71 anos. "A rainha Elizabeth (a rainha-mãe) estava extremamente frágil nas últimas semanas, após uma gripe e uma infecção no peito no Natal", disse o porta-voz do Palácio de Buckingham. "Sua condição piorou nesta manhã e os médicos foram chamados. A rainha-mãe morreu em paz às 15h15 (locais)", disse, acrescentando que sua filha, a rainha Elizabeth II, estava ao lado do leito da mãe. O caixão com o corpo da rainha-mãe deverá ser trasladado à capela real de Todos os Santos em Windsor Great Park amanhã pela manhã. Ela era tão popular no fim da vida como foi meio século atrás. Era conhecida, entre a geração jovem, como a mãe da rainha Elizabeth e a avó do príncipe Charles. Mas para os que eram jovens quando as bombas alemãs caíram sobre Londres e o país temia a invasão de Hitler, ela é lembrada como a rainha que ficou no país quando podia ter ido para o Canadá, que enfrentou o cerco com eles e visitou suas casas destruídas e abrigos antiaéreos. Como mulher do monarca George VI, ela deveria ter-se retirado da vida pública após a morte dele, em 1952. Mas, após sua filha ter assumido o trono, ela adotou um novo título, "rainha Elizabeth", a rainha-mãe, e uma série de responsabilidades que cumpriu até os 90 anos.

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