Raios gama preocupam mais que césio em Fukushima

A contaminação por raios gama verificada nos escombros da usina nuclear de Fukushima quase um ano e meio depois do devastador terremoto de março do ano passado no nordeste do Japão hoje preocupa mais as autoridades locais do que a radioatividade do césio ainda emitida pelo complexo atômico. A avaliação faz parte de um relatório sobre a situação apresentado hoje à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena.

AE, Agência Estado

27 de agosto de 2012 | 09h13

De acordo com as análises feitas pelas autoridades japonesas, o complexo nuclear de Fukushima tem liberado aproximadamente 0,01 becquerel por hora de césio, considerado bem abaixo de níveis que apresentem risco à saúde. Segundo Shinichi Kuroki, que apresentou o relatório perante à AIEA, o maior desafio no momento é reduzir o nível relativamente elevado de contaminação por raios gama nos escombros da usina.

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, pediu aos presentes que mantenham "a noção de urgência" em relação à segurança nuclear após o desastre em Fukushima. As informações são da Associated Press.

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