EFE/Ángel Díaz
EFE/Ángel Díaz

Rajoy afirma que 'democracia venceu o ETA' e garante que separatistas não ficarão impunes

Primeiro-ministro espanhol discursou após anúncio da dissolução do grupo e convidou nação a homenagear as vítimas do terrorismo basco

O Estado de S.Paulo

04 Maio 2018 | 11h33

MADRI - O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, disse nesta sexta-feira, 4, que a democracia espanhola venceu o grupo separatista ETA. Ele se pronunciou depois que a organização basca anunciou sua dissolução e o "desmantelamento total de todas as suas estruturas".

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Rajoy iniciou sua fala relembrando as 853 pessoas assassinadas pelo ETA ao longo dos mais de 50 anos de luta armada e convidando a população da Espanha a homenagear as vítimas, uma por uma. "Não são uma estatística, são pessoas, únicas e irrepetíveis", destacou. Ele também falou sobre as famílias da vítimas e daqueles que, mesmo sobrevivendo à violência terrorista, ainda sofreram. "Hoje, quando o ETA finalmente anunciou sua dissolução, é obrigatório que nosso primeiro pensamento seja para as vítimas. Para todas, sem exceção, sem distinção e sem categorias", ressaltou.

O primeiro-ministro destacou que os protagonistas de hoje não devem ser os assassinos, mas sim as vítimas, e que não haverá impunidade para os militantes bascos. "Não houve e não haverá impunidade", reiterou, destacando que os crimes continuarão a ser investigados, os réus julgados e as penas, cumpridas.

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Segundo ele, "a história do ETA não é mais do que o relato daqueles que pretenderam instaurar um regime de terror" para conseguir "objetivos políticos que não podiam alcançar de maneira democrática". Rajoy disse que a organização separatista não alcançou nenhum dos objetivos políticos que buscava ao longo de sua "longa história criminal".

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O primeiro-ministro ainda reconheceu o trabalho das forças de segurança espanholas e a importância da união política frente ao grupo. "A democracia espanhola venceu o ETA. E essa vitória é um patrimônio de todos. De todos os democratas espanhois, mas também de nossos vizinhos franceses e do resto da União Europeia, que tem nos ajudado nessa batalha", disse. / EFE E REUTERS

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