Rajoy diz que não planeja renunciar

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, negou que vá renunciar ou convocar eleições antecipadas, segundo informou a agência Dow Jones. Ele afirmou também nesta quinta-feira que errou ao confiar no ex-tesoureiro de seu partido, que está no centro de uma investigação de corrupção. Rajoy negou, porém, ter feito qualquer coisa errada e rejeitou os pedidos da oposição para que renuncie ao cargo.

Agência Estado

01 de agosto de 2013 | 10h17

Foi a primeira vez que o líder espanhol admitiu ter cometido um erro na condução do escândalo, que tem prejudicado sua popularidade e afastou as atenções de seu governo da pior crise econômica enfrentada pelo país em décadas. Mas seu discurso, transmitido pela televisão em cadeia nacional, não contribuiu muito para acalmar os ânimos.

Rajoy se dirigiu ao Parlamento num tom combativo ao fazer sua primeira defesa contra as acusações de que ele e outros líderes do conservador Partido Popular (PP) teriam recebido, durante anos, envelopes com dinheiro doado por empresa espanholas que queriam conseguir contratos com o governo. Esses recursos teriam sido distribuídos por um fundo secreto, que teria ficado sob o comando do ex-tesoureiro do PP, Luis Bárcenas.

Seis meses depois do início das acusações, Rajoy concordou em se explicar em sessão parlamentar especial, transmitida cadeia nacional de televisão, depois que partidos de oposição ameaçaram pedir um voto de desconfiança.

A pressão sobre Rajoy, líder do partido e primeiro-ministro desde 2011, aumentou depois que Bárcenas testemunhou no tribunal na semana passada. Ele disse ao juiz que fez pagamentos ilícitos a Rajoy e a outros membros do partido a partir de um fundo secreto da legenda durante vários anos.

Rajoy disse aos parlamentares que seu partido fez pagamentos a membros da legenda, além de seus salários, como reembolso de despesas e bônus pelos anos de permanência no PP, mas negou a existência de contas secretas. O premiê afirmou que paga seus impostos e faz contribuições para a seguridade social tendo como base toda a sua renda. Segundo ele, uma investigação judicial pode provar que ele não financiou ilegalmente o partido.

Rajoy disse que decidiu falar sobre o escândalo, que prejudica sua credibilidade e a imagem da Espanha no exterior, na medida em que o governo busca fortalecer a confiança dos investidores e tirar o país da recessão. "Nada relacionado a este assunto me impediu, nem vai me impedir, de governar", declarou Rajoy. Fonte: Dow Jones Newswires.

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