Rajoy pede que Catalunha desista de referendo

A mensagem do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, para Artur Mas, líder político da Catalunha, sobre o processo de independência da região continha um pedido: Fique com a gente.

AE, Agência Estado

24 de setembro de 2013 | 05h45

"Eu vou discutir a união bancária, a união fiscal ou as políticas de mercado mais comuns, e aqui você tem alguém que está falando sobre ir para o lado oposto", disse o primeiro-ministro espanhol nesta segunda-feira sobre os recentes esforços do líder do governo da Catalunha para realizar um referendo sobre a permanência da Catalunha na Espanha.

A mensagem não deve ser bem vinda na Catalunha, que é a região mais rica, mas também a mais endividada do país. Por lá, o sentimento nacionalista disparou nos últimos anos, juntamente com o aprofundamento da crise econômica da Espanha. O parlamento catalão deverá aprovar a legislação no próximo mês para convocar um referendo.

Durante uma entrevista, Rajoy disse que não iria especular sobre os desafios que ainda não está enfrentando, mas ele alertou Mas sobre fazer algo contra a Constituição. Anteriormente, o governo havia dito que iria tentar bloquear um referendo catalão não autorizado por razões constitucionais.

"Eu sou espanhol e acho que todos nós estamos melhores com a Espanha. Não consigo visualizar a Catalunha fora da União Europeia, seria algo completamente absurdo", explicou o premiê espanhol.

O líder catalão, que venceu as eleições regionais com a promessa de que iria promover o referendo, tem uma relação fria com Rajoy, embora ambos tenham se conhecido no final do agosto, quando o premiê garantiu que eles se encontrariam novamente nos próximos meses.

De acordo com Rajoy, o esforço de Mas para a separação da Catalunha da Espanha "vai contra a evolução natural do mundo". Além disso, o primeiro-ministro argumenta que o momento não é para erguer novas fronteiras e sim para que os países se reúnam em sindicatos maiores.

Para ilustrar seu ponto de vista, Rajoy lembrou que quando ele estava crescendo em uma pequena cidade da Galícia na década de 1960, os jornais de Madri eram entregues na cidade dois dias após a sua publicação. "Agora você tem acesso às informações no mesmo minuto. É a coisa mais natural do mundo. E você não pode ir contra isso", disse Rajoy apontando para o smartphone de um repórter. Fonte: Dow Jones Newswires.

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