Ramadã começa nesta sexta-feira no Afeganistão

Pelo calendário islâmico, foi no nono mês, o Ramadã, que Deus revelou o Corão ao profeta Maomé, no século 7. Desde então, os muçulmanos obedecem aos ditados do Corão e jejuam durante o dia nesse mês. O início do Ramadã, que é um período de reflexão, contenção, orações, leitura do Corão, arrependimento dos pecados e preocupação com os pobres e famintos, varia em cada país ou região, conforme a posição da lua. No Afeganistão, começa nesta sexta-feira. Os últimos dez dias são mais sagrados e alguns muçulmanos rezam a noite toda.O mês do jejum é um dos "cinco pilares" ou observâncias obrigatórias para os muçulmanos. As outras são: a profissão de fé em um único Deus e em Maomé como seu profeta; cinco orações diárias voltado para Meca (a cidade sagrada do Islã); contribuições a instituições de caridade; peregrinação à Meca ao menos uma vez na vida.No Ramadã, os fiéis se abstêm de beber, comer, fumar, fazer sexo e outros prazeres. Remédios são proibidos. Viajantes, doentes, mulheres grávidas, amamentando ou menstruadas podem jejuar só metade do dia. Crianças e deficientes mentais estão isentos, bem como pessoas cuja função é proteger a vida dos outros. O Ramadã também é período de festa e congregação dos parentes: após o pôr-do-sol, as famílias se reúnem para comerem pratos especiais.Este ano, para o Afeganistão, o período terá uma importância particular devido à ofensiva norte-americana. Há expectativa sobre se os Estados Unidos continuarão os ataques mesmo durante o período sagrado, o que é visto como uma espécie de injustiça pelos afegãos. A coalizão antiterrorismo, entretanto, anunciou que pretendia continuar os ataques neste período, embora planejasse diminuir sua intensidade.Leia o especial

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