Ramallah estuda aderir a mais tratados internacionais

Israel congela repasse de fundos obtidos com impostos; negociador palestino acusa governo israelense de roubo

AP e AFP, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2014 | 02h04

RAMALLAH - Depois de Israel anunciar a suspensão das conversações de paz, o negociador palestino Saeb Erekat prometeu ontem "estudar opções para responder". Entre elas está a adesão a novos tratados e organizações internacionais. Líderes da Autoridade Palestina se reunirão no próximo fim de semana, em Ramallah, na Cisjordânia. "Agora, a nossa prioridade é a reconciliação e a unidade nacional", declarou Erekat.

O negociador acusou Israel de roubar a AP, congelando transferências de fundos após recentes pedidos de adesão do governo autônomo a 15 tratados e convenções internacionais. Israel transfere cerca de US$ 100 milhões em impostos e arrecadação de alfândega para os palestinos todos os meses. "Esse dinheiro nos pertence. A decisão de bloquear os fundos palestinos é roubo e pirataria que a comunidade internacional deve impedir", declarou.

Abbas obteve garantias em recentes reuniões da Liga Árabe de que os países da aliança dariam US$ 100 milhões à AP se Israel congelasse as transferências. No entanto, o retrospecto mostra que alguns dos potenciais doadores descumpriram promessas semelhantes.

O secretário de Estado americano John Kerry pediu ontem que israelenses e palestinos façam as concessões necessárias para avançar nas negociações de paz, admitindo que o processo está "em uma situação difícil". "Há sempre um caminho a seguir, mas os líderes têm de fazer concessões para chegar a ele. Se não estiverem dispostos a fazer os compromissos necessários, o caminho será inacessível", declarou Kerry à imprensa americana, ontem à tarde.

Turquia e Tunísia comemoraram o acordo de reconciliação dos palestinos, enquanto o chefe da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, expressou o apoio a Abbas contra "as pressões israelenses".

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