Albert Gea/REUTERS
Albert Gea/REUTERS

Ramblas, a grande artéria popular de Barcelona 

Embora ultimamente os barcelonenses parecem ter abandonado o local para cedê-lo aos turistas, as Ramblas ainda ocupam um lugar especial no coração da cidade

O Estado de S.Paulo

17 Agosto 2017 | 17h01

BARCELONA - As Ramblas, cenário nesta quinta-feira, 17, de um ataque mortífero, é a grande avenida popular de Barcelona, o lugar que historicamente a cidade celebra os triunfos  de seu time, o Barça. No século 19, Barcelona derrubou as muralhas que limitavam seu crescimento e construiu um calçadão para unir a parte alta da cidade ao mar, nascendo assim as Ramblas. 

Embora ultimamente os barcelonenses parecem ter abandonado o local para cedê-lo aos turistas, atraídos pela caminhada pelo centro histórico, da Praça Catalunha ao antigo porto, as Ramblas ainda ocupam um lugar especial no coração da cidade. Existe até um "verbo" na cidade, o "ramblear", que significa fazer essa caminhada pelo calçadão. 

Em outros tempos, a grande burguesia catalã se dirigia ao teatro da ópera do Liceu por ela, passando pelos marinheiros americanos, as prostitutas, os floristas, os vendedores de pássaros e os negociantes da Boquería, o mercado de alimentos mais emblemático da cidade. 

 

As Ramblas cruzam o coração da cidade e ao seu redor estão a sede dos poderes políticos, o governo catalão e o de Barcelona, o espiritual, com a catedral e a grande igreja de Santa María del Mar, e o monetário, com as sedes de La Caixa e o medieval Lltja del Mar. Ao final do passeio, tocando o mar, o local onde se fechavam os detalhes das expedições comerciais mediterrâneas da Corona de Aragón. 

O passeio está dividido em cinco seções. Começando por sua parte alta, está a chamada Rambla de Canaletas, onde está a fonte de Canaletas, uma fonte do século 19 sobre a qual se dizem que, "quem bebe de sua água, volta a Barcelona". A próxima seção está a Rambla dos Estudos, porque recebeu uma das primeiras universidades de Barcelona, e além disso o palácio da Virreina, presente do vice-rei do Peru para sua segunda mulher. 

Em seguinda, está a Rambla das Flores, que ganhou esse nome pelos floristas no local, a dos Capuchinos, com a Boquería e o Liceu. Ela acaba em Santa Mônica, desembocando no mar onde se ergue a grande estátua de Cristóvão Colombo apontando para a América./ AFP

 

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