Ramos-Horta admite derrota no 1º. turno em Timor Leste

O presidente de Timor Leste, José Ramos Horta, admitiu nesta segunda-feira que foi derrotado na sua tentativa de obter um segundo mandato, e cumprimentou seus adversários que vão disputar o segundo turno em abril.

REUTERS

19 de março de 2012 | 09h43

Francisco Guterres, da Fretilin, maior partido de oposição, e José Maria de Vasconcelos, ex-comandante militar e chefe de guerrilha, tiveram o maior número de votos no primeiro turno disputado no domingo, segundo dados da comissão eleitoral.

Timor Leste é uma ex-colônia portuguesa que passou 27 anos sob ocupação indonésia (1975-2002), até se tornar o mais jovem e pobre país asiático. O presidente do país tem poucos poderes políticos, mas é crucial para projetar estabilidade para a nação depois do trauma da luta pela independência.

Com 84 por cento dos votos apurados, Guterres liderava com 28,45 por cento, seguido por Vasconcelos, com 25,16 por cento. Ramos-Horta, ganhador do Nobel da Paz de 1996, teve apenas 17,81 por cento.

"Congratulo os dois candidatos que passam para o segundo turno", disse o presidente em entrevista coletiva.

A vida em Díli, a capital, voltou ao normal na segunda-feira, com a reabertura de lojas e órgãos públicos após três dias de feriado eleitoral. Os resultados oficiais completos estão previstos para até terça-feira.

Tudo o que sabemos sobre:
TIMORELEICAORAMOSHORTA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.