Ramos Horta culpa Indonésia pela morte de jornalistas

O primeiro-ministro timorense, José Ramos Horta, afirmou nesta terça-feira estar convencido de que em 1975, durante a ocupação do Timor Leste, as forças especiais da Indonésiaassassinaram cinco jornalistas, cujas mortes estão sendo investigadas esta semana por um tribunal de Sydney.Os britânicos Brian Peters e Malcolm Rennie, os australianos Greg Shackleton e Tony Stewart e o neozelandês Gary Cunningham foram os únicos jornalistas estrangeiros que ficaram no Timor para cobrir a invasão indonésia, que causou a morte de mais de 200 mil timorenses."Sei muito bem o que aconteceu em outubro de 1975 em Balibo. Os jornalistas foram surpreendidos, desarmados e brutalmente assassinados pelas forças especiais da Indonésia", disse Ramos Horta aos jornalistas em Díli.O prêmio Nobel da Paz acrescentou que ele esteve um dia antes de sua morte com os jornalistas, que trabalhavam para várias redes australianas.A versão oficial da Indonésia é de que os cinco ficaram presos entre o fogo do Exército indonésio e dos independentistas timorenses em Balibo, onde começou a invasão."A verdade há de prevalecer para a tranqüilidade das famílias dos cinco jornalistas", disse Ramos Horta.O primeiro-ministro pediu aos timorenses que presenciaram o crime que colaborem na investigação aberta na segunda-feira pelo tribunal forense de Sydney.

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