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Ramos Horta deixa hospital cinco semanas após atentado

Presidente presenteou os 25 médicos que o atenderam com café timorense e uma foto sua com o Papa

Efe,

19 de março de 2008 | 01h06

O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, deixou nesta quarta-feira, 19, o hospital australiano no qual estava internado desde o atentado que sofreu no dia 11 de fevereiro. Ramos Horta cumprimentou os 25 médicos que o atenderam e lhes presenteou com café timorense e com uma foto que fez em janeiro com o Papa no Vaticano. "Quando fui baleado o próprio Papa rezou por mim", disse o presidente, enquanto o diretor do hospital, Len Notases, contou que o escritório da Santa Sé ligou várias vezes para saber como estava Ramos Horta. O governante, que disse aos jornalistas que não precisava de uma cadeira de rodas para deixar o hospital, ainda brincou com os especialistas da Unidade de Tratamento Intensivo onde foi internado há cinco semanas. Ramos Horta contou que lembrava de cada detalhe do ataque, desde a dor que sentiu até a poça de sangue na qual se viu após ser baleado, e da dura viagem em uma ambulância até o hospital de Díli, onde foi operado no mesmo dia do atentado. "Eu me lembro de cada detalhe desde que me balearam (...) no caminho ao heliporto, quando caí do assento várias vezes porque não havia cinto de segurança", relatou o Nobel da Paz. Ramos Horta recebeu três tiros, dois nas costas e um no estômago. Ele passou por uma cirurgia de urgência no Timor Leste antes de ser trasladado a Darwin, onde foi submetido a mais operações. O líder timorense ficará em Darwin durante algumas semanas antes de continuar com sua recuperação em sua casa em Díli. O Nobel da Paz foi atacado em frente a sua casa por soldados renegados leais ao comandante Alfredo Reinado, que morreu no tiroteio, enquanto o primeiro-ministro do país, Xanana Gusmão, escapou ileso no mesmo dia de outro atentado contra seu veículo oficial.

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