Ramos Horta expressa preocupação com estabilidade do Timor

O presidente do Timor-Leste sai dos sedativos e fala, mas sua recuperação levará ainda alguns meses.

Efe,

21 de fevereiro de 2008 | 22h18

Ramos Horta, em conversa com sua sobrinha Melissa no Royal Hospital, da cidade australiana de Darwin, pediu paz e disse não guardar rancor pelo ataque de 11 de fevereiro. O presidente do Timor Leste manifestou sua preocupação com a instabilidade de seu país, ao trocar pela primeira vez algumas palavras com sua família desde que sofreu um atentado.   Veja Também Leia entrevista de Ramos-Horta ao 'Estado' Ramos-Horta é figura central há 30 anos Miséria e violência: combustíveis da crise      Os médicos começaram a tirá-lo dos sedativos, mas o presidente permanecerá na unidade de tratamento intensivo por mais tempo que o previsto.   "Estamos muito contentes com sua rápida recuperação, esperamos que ele se recupere completamente, no entanto, pode levar ainda alguns meses" explicou doutor Paul Goldrick.   Ramos-Horta havia sido levado de avião ao hospital depois de ser alvejado a tiros pelos rebeldes em frente à sua casa em Díli, capital do Timor Leste.   No mesmo ataque, o líder rebelde Alfredo Reinado foi morto na troca de tiros com força de segurança. Tropas australianas e Agentes do FBI chegaram ao Timor Leste para ajudar nas investigações, que buscam cera de 30 suspeitos, todos militares rebeldes leais a Reinado.   O grupo protagonizou a onda de violência que varreu o país após a expulsão de 598 militares do Exército, em maio de 2006. Na ocasião, pelo menos 37 pessoas foram mortas em várias semanas de combates e mais de 150 mil timorenses foram obrigados a deixar suas casas.

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