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Ramos Horta identifica autor de disparos em atentado

Marcelo Caetano, um soldado rebelde expulso do Exército em 2006, foi o responsável pelo ataque

Efe,

13 de março de 2008 | 04h05

O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, afirmou que foi baleado no atentado de 11 de fevereiro por Marcelo Caetano, um dos soldados rebeldes expulsos do Exército em 2006. Arsénio Ramos Horta, irmão do chefe de Estado, afirma que o próprio presidente identificou seu agressor, que ele conhece bem por tê-lo acolhido em sua casa quando Caetano foi baleado durante a onda de violência de 2006, informou nesta quinta-feira, 13, o jornal australiano The Age. "O presidente o reconheceu. Este homem tem de ser levado à Justiça", disse Arsênio. O chefe de Estado do Timor Leste recebeu três tiros, dois nas costas e um no estômago, em um ataque em frente a sua casa perpetrado por soldados renegados leais ao comandante Alfredo Reinado, que morreu no tiroteio. Ele foi operado com urgência em Díli e trasladado imediatamente a Darwin (Austrália) em um coma induzido pelos médicos, enquanto o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, escapou ileso de outro ataque. O presidente do Timor Leste falou na quarta-feira, 12, pela primeira vez desde o atentado. De sua cama do hospital de Darwin, Ramos Horta agradeceu ao Governo australiano pela ajuda em sua recuperação e as demonstrações de apoio de diversos líderes mundiais. Gusmão anunciou na terça-feira que o diálogo com os rebeldes está esgotado e que a via militar é "a única saída", depois de as forças de segurança terem retomado na segunda-feira a operação de busca dos militares renegados, agora liderados por Gastão Salsinha. Salsinha foi o braço direito de Reinado, que em meados de 2006 liderou os protestos de 599 militares expulsos do Exército por insubordinação, o que gerou uma onda de violência na qual morreram 37 pessoas. A crise também levou ao desdobramento das forças estrangeiras de paz lideradas pela Austrália e as Nações Unidas, e forçou a renúncia do então chefe do Executivo, Mari Alkatiri. O Timor Leste, que alcançou a independência em 2002 como uma das nações mais pobres do mundo, encontra-se imerso desde então em uma instabilidade política que não conseguiu superar após as eleições presidenciais e legislativas realizadas no ano passado.

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