Ramos Horta recupera fala após sair de coma induzido

Presidente do Timor Leste levou três tiros em atentado no início deste mês em Díli, a capital timorense

Efe,

20 de fevereiro de 2008 | 23h15

O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta, recuperou a fala depois que os médicos suspenderam a medicação que o mantinha em estado de coma induzido, indicaram nesta quarta-feira, 20, fontes oficiais timorenses.   Ramos Horta, que na terça-feira passada foi operado pela quinta vez no hospital australiano Royal Darwin, conversou por alguns minutos com seus parentes, e se recupera de forma satisfatória, indicou à imprensa seu porta-voz, Luke Gosling.   No dia 11 de fevereiro, o chefe de Estado timorense recebeu três tiros, dois nas costas e outro no estômago, ao ser atacado perto de sua casa de Díli por um grupo de militares rebeldes liderados por Alfredo Reinado, que morreu no tiroteio posterior com os guarda-costas de Ramos Horta.   A operação à qual foi submetido teve como objetivo "reparar a ferida sofrida no peito", de acordo com parte da equipe médica que o atende. O chefe de Estado timorense foi levado em avião à cidade de Darwin, horas depois do atentado.   O primeiro-ministro, Xanana Gusmão, também foi alvo de uma emboscada frustrada quando se dirigia a Díli em um veículo oficial.   Reinado liderou, em meados de 2006, uma revolta junto a cerca de 600 militares expulsos do Exército do Timor Leste que gerou uma onda de violência na qual morreram 37 pessoas, e outras cem mil fugiram de suas casas.   A crise também propiciou o desdobramento de forças internacionais de paz e a renúncia do então primeiro-ministro, Mari Alkatiri.

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