Ramos Horta sofre críticas por reunião com rebelde timorense

O presidente do Parlamento do Timor Leste e candidato à Presidência do país, Francisco Guterres, criticou nesta sexta-feira, 20, a reunião de seu adversário na disputa eleitoral, o primeiro-ministro José Ramos Horta, com o comandante rebelde Alfredo Reinado.Ramos Horta admitiu na quinta-feira, 19, ter se encontrado com Reinado, que mantém um grupo de 200 jovens armados.Guterres disse à Efe que o primeiro-ministro deveria ter informado previamente ao Parlamento a sua intenção de falar com o militar foragido.O chefe do governo timorense se defendeu da acusação argumentando que foi a Same para entregar remédios doados pela Espanha. No local, encontrou o congressista Leandro Isaac, também representante de Reinado, que propôs o encontro.O objetivo do comandante rebelde era discutir sua possível entrega às autoridades para garantir assim a estabilidade do país."Reinado continua sendo um fugitivo da justiça, mas faz parte do povo e deve ser ouvido", declarou Ramos Horta, prêmio Nobel da Paz em 1996.Reinado, que fugiu da prisão em agosto do ano passado, após ser detido por posse ilegal de armas, é hoje a principal ameaça à segurança nacional no Timor Leste.Cinco pessoas morreram em março quando soldados da Austrália e Nova Zelândia tentaram capturar o rebelde e seus homens em Same, cerca de 50 quilômetros ao sul da capital.Guterres, líder do partido Fretilin, e Ramos Horta, candidato independente, se enfrentarão no dia 8 de maio no segundo turno das eleições presidenciais.

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