Francois Lenoir/REUTERS
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Rasmussen afirma que extremismo não tem afiliação religiosa

Secretário-geral da Otan lembrou as vítimas dos atentados do 11 de setembro

Efe

11 Setembro 2011 | 14h07

ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro

 

 

BRUXELAS - O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, afirmou neste domingo, 11, que "o extremismo não tem afiliação religiosa", em seu discurso em lembrança ao 10º aniversário do 11 de setembro de 2001 a partir da sede em Bruxelas.

 

 

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"O terror se manifestou nesta última década tanto com o sequestro de aviões comerciais quanto com a colocação de bombas em trens e tiroteios contra alunos em um acampamento de verão", assinalou.

 

 

Rasmussen lembrou às vítimas dos atentados de 2001 nos Estados Unidos, mas também os que morreram ao longo dos últimos anos pelo terror semeado na Turquia, Espanha, Reino Unido e Noruega.

 

O secretário-geral da Otan apontou que, apesar "de o arquiteto dos atentados de 11/9", em referência a Osama bin Laden, já não ser mais uma ameaça, "infelizmente não foi possível enterrar com ele sua ideologia do ódio".

 

"Os extremistas olham o passado com ódio, em vez de olhar o futuro com esperança", assinalou Rasmussen, quem lembrou as palavras de Barack Obama: "não existem eles e nós, mas somente nós".

 

Pediu aos membros da Aliança e aos demais países a "viver em paz e colaborar de forma frutífera para um futuro de liberdade individual e tolerância mútua".

Um espírito "visto nas praias da Normandia em 1944, em Budapeste em 1966, em Berlim em 1989 e que contemplamos no Egito e na Tunísia nesta primavera".

 

Com a chamada "primavera árabe" no norte da África "começou uma nova temporada de esperança para todos, após o longo inverno vivido após o 11/9", indicou Rasmussen.

 

A oito meses da próxima reunião geral da Otan em Chicago, o secretário-geral assinalou que o futuro da Aliança "passa não só por proteger os que já tem liberdade, mas também aos que desejam ela".

 

Neste sentido, destacou o trabalho da Otan "no Afeganistão, para que os afegãos gozem de liberdade, e na Líbia, para que os líbios possam votar livremente".

 

Rasmussen lembrou que "todos os que perderam familiares e amigos nos atentados de 11/9", aos que gostaria que recebessem essa mensagem são "aliados".

 

Segundo Rasmussen, entre os quase 3 mil mortes daquele dia havia cidadãos de até 25 sócios da Aliança Atlântica.

 

O secretário-geral lembrou que serão enviados aviões especiais para vigiar o céu dos Estados Unidos e que no dia 12 de setembro de 2001 invocou pela primeira vez o artigo 5 do Tratado de Washington, a cláusula de defesa que assinala que, se um país é atacado, todos os aliados são atacados.

 

Após o discurso de Rasmussen, os funcionários da sede em Bruxelas da Otan fizeram um minuto de silêncio.

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