Juan Pablo/AFP
Juan Pablo/AFP

Raúl Castro acusa 'grupelhos' da oposição de promover revoltas

Presidente de Cuba também disse estar disposto a iniciar diálogos com os EUA

estadão.com.br,

26 de julho de 2012 | 16h19

HAVANA - O presidente de Cuba, Raúl Castro, acusou nesta quinta-feira, 26, "grupelhos" da oposição ao regime de tentar provocar na ilha revoltas similares aos levantes violentos da Primavera Árabe. O líder cubano comemorou quarta-feira o aniversário de 59 anos do assalto ao Quartel Moncada, a primeira ação armada da Revolução Cubana. No discurso, Raúl disse também estar disposto a começar um diálogo "em igualdade de condições com os EUA.

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"Esses grupelhos querem repetir aqui algum dia o que ocorreu na Líbia e o que pretendem fazer na Síria", disse. As declarações de Raúl foram as primeiras desde a morte do dissidente Oswaldo Payá, em um acidente de carro no domingo. Opositores ao regime, que pedem que o acidente seja investigado, foram presos no dia do enterro e liberados horas depois. O presidente cubano, no entanto, não fez nenhuma menção ao episódio.

Payá e o dissidente cubano Harold Cepero morreram após o carro em que viajavam chocar-se com uma árvore em Bayamo, a 744 quilômetros de Havana. Um ativista sueco e um espanhol que viajavam com eles ficaram feridos no acidente.

Os filhos de Payá e representantes da comunidade cubana nos EUA questionaram a versão oficial para a morte do dissidente e insinuaram que o regime poderia estar por trás do acidente. Na quarta-feira, o Departamento de Estado cobrou explicações do regime cubano.

Com AFP 

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