REUTERS/Alexandre Meneghini
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Raúl Castro celebra Dia da Rebeldia Nacional pela última vez como presidente

Ato marca o 64.º aniversário do assalto aos quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes; é a primeira vez que a data é festejada sem a presença de Fidel Castro

O Estado de S.Paulo

26 Julho 2017 | 12h05

HAVANA - Cuba festeja nesta quarta-feira, 26, uma das datas mais importantes de seu calendário, o Dia da Rebeldia Nacional. Este ano, ele será marcado como o último de Raúl Castro na presidência do país e o primeiro sem a presença do líder da Revolução, seu irmão Fidel, morto em novembro.

O ato nacional pelo 64.º aniversário do assalto aos quartéis Moncada, de Santiago de Cuba, e Carlos Manuel de Céspedes, de Bayamo, é realizado este ano na Província de Pinar del Río, escolhida em razão de seus positivos resultados econômicos e em outras áreas.

O discurso central pela celebração da data será feito pelo número dois do Partido Comunista de Cuba, José Ramón Machado, como nos anos anteriores, para um público de cerca de mais de 10 mil pessoas, de acordo com informações oficiais.

O Dia da Rebeldia Nacional celebra a primeira ação armada liderada por Fidel Castro junto a um grupo de jovens no dia 26 de julho de 1953 contra o regime de Fulgêncio Batista, no assalto os quartéis Moncada e Carlos Manuel de Céspedes.

Embora os participantes não tenham sido bem sucedidos, já que muitos morreram ou foram presos, a data é considerada oficialmente o início da Revolução, que triunfou no dia 1.º de janeiro de 1959.

Este ano, a celebração ocorre em meio a um processo de preparação para as eleições gerais. Raúl ocupa formalmente a presidência desde 2008, mas já comandava o país em 2006, quando seu irmão Fidel lhe passou o controle de Cuba em razão de um grave problema de saúde.

Nesta data, o governo costuma fazer um balanço dos temas da atualidade política e social do país, além daqueles relacionados com a situação internacional, como a crise na Venezuela e a mudança da política dos EUA com relação a Cuba anunciada pelos presidente americano, Donald Trump.

Há várias semanas os cubanos se dedicaram a enfeitar avenidas, parques, estabelecimentos públicos e a Praça da Revolução, que receberá o ato político e cultural do qual participarão alguns artistas e bandas locais. / EFE

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