Enrique de la Osa/Reuters
Enrique de la Osa/Reuters

Raúl Castro discursará pela primeira vez na Assembleia-Geral da ONU

Após receber o papa Francisco, presidente cubano fará a primeira viagem aos EUA como líder da ilha

O Estado de S. Paulo

15 Setembro 2015 | 21h51

HAVANA - O presidente de Cuba, Raúl Castro, fará sua primeira visita aos EUA como líder da ilha e discursará na Assembleia-Geral da ONU. De acordo com a lista distribuída pela organização ontem, Raúl falará no mesmo dia que o presidente americano, Barack Obama.

Os dois líderes anunciaram em dezembro do ano passado a retomada das relações diplomáticas, cujo principal ponto até agora foi a reabertura das embaixadas americana e cubana em Havana e Washington.

Antes do processo de aproximação entre os dois países, que demorou mais de 50 anos para ocorrer, Havana enviava seu chanceler para discursar durante a Assembleia-Geral. 

De acordo com a ONU, Raúl será o terceiro orador da tarde do dia 28, dia da abertura dos discursos, uma missão tradicionalmente atribuída ao Brasil. A presidente Dilma Rousseff deve discursar pela manhã e, logo em seguida, Obama. Os presidentes russo, Vladimir Putin, e iraniano, Hassan Rohani, também discursarão no primeiro dia do evento.

Não estava claro se o presidente Raúl Castro terá outros eventos na agenda nos EUA. Porta-vozes da ONU e da missão cubana não comentaram o tema e apenas confirmaram que a lista inicial de oradores da Assembleia-Geral continha o nome de Raúl. Mais de 160 chefes de Estado estarão presentes na 70.ª Assembleia-Geral.

Cúpula das Américas. Será a primeira vez que Raúl e Obama ficarão no mesmo ambiente desde a histórica Cúpula das Américas, em abril, no Panamá, quando os dois se encontraram. Na ocasião, foi também o primeiro discurso de Raúl Castro em uma Cúpula das Américas, na qual ele falou por mais de 40 minutos e foi ovacionado. 

“Como estivemos excluídos de seis cúpulas, seria justo multiplicar oito por seis e eu poderia falar por 48 minutos”, brincou Raúl. 

Em dezembro, EUA e Cuba anunciaram a retomada das relações graças também à mediação do papa Francisco, que será recebido por Raúl em Cuba no fim desta semana. O pontífice seguirá depois para uma visita aos EUA. / AP, REUTERS e AFP

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