Alejandro Ernesto/EFE
Alejandro Ernesto/EFE

Raúl Castro e Nicolás Maduro lideram celebração do 1º de Maio em Havana

Grande passeata convocada pelo sindicato único da ilha foi dedicada a apoiar a revolução cubana, a integração regional e a Venezuela

O Estado de S. Paulo

01 de maio de 2015 | 11h03

HAVANA - O presidente de Cuba, Raúl Castro, e o líder venezuelano, Nicolás Maduro, comandaram nesta sexta-feira, 1, a grande passeata de celebração do 1º de Maio na Praça da Revolução de Havana, dedicada a apoiar a revolução cubana, a integração regional e a Venezuela.

Castro e Maduro foram recebidos com aplausos na tribuna da esplanada, onde também estão outros dirigentes do governo cubano, líderes da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) e mais de 2.000 convidados estrangeiros de diferentes organizações.


A principal passeata pelo Dia Internacional dos Trabalhadores na ilha tem neste ano o simbolismo de ser a primeira realizada no contexto da nova etapa de normalização de relações com os Estados Unidos.

No único discurso que antecedeu o desfile, o secretário-geral da CTC, Ulises Guilarte, lembrou o novo cenário político vivido pela ilha, após o "reconhecimento do governo dos Estados Unidos do fracasso de sua política de assédio, agressão e bloqueio contra Cuba".

"Já foram dados alguns passos para restabelecer as relações diplomáticas entre Cuba e EUA, mas há um longo e difícil caminho a percorrer. Só avançaremos rumo à normalização dos vínculos bilaterais com respeito à soberania, à independência de Cuba, o que inclui a suspensão do bloqueio e a devolução do território usurpado pela base naval de Guantánamo", afirmou Guilarte.

Como fato simbólico, a passeata foi liderada pelos "cinco heróis", como são conhecidos na ilha os agentes que foram presos por espionagem nos EUA e cuja libertação definitiva ocorreu no dia 17 de dezembro em virtude do acordo entre os presidentes Raúl Castro e Barack Obama.

Os agentes e seus parentes estavam acompanhados por outras autoridades e dirigentes do país, como o vice-presidente e ministro de Economia, Marino Murillo, e Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro e membro do Conselho de Defesa e de Segurança Nacional da ilha.

A CTC, sindicato único que reúne cerca de 3,4 milhões de funcionários públicos, privados e aposentados, convocou ao desfile com o lema "unidos na construção do socialismo" e enfatizou a necessidade de união dos cubanos para encarar o futuro.

Assim como nos últimos anos, a central decidiu dedicar as passeatas em todo o país ao apoio à revolução cubana e às reformas econômicas que impulsionam o governo a "atualizar" o socialismo.

Além disso, pediu apoio à integração regional e à Venezuela, principal aliado político e econômico da ilha, devido às sanções por parte dos EUA, que declarou o país como ameaça à segurança nacional. / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.