Raúl Castro: política migratória sofrerá mudanças paulatinas

O presidente de Cuba discursou para a Assembleia Nacional, no último plenário do ano, mas não deu detalhes ou prazos para as transformações

EFE,

24 de dezembro de 2011 | 00h17

HAVANA - O presidente de Cuba, Raúl Castro, reafirmou, nesta sexta-feira, 23, diante da Assembleia Nacional, a "invariável vontade" de introduzir mudanças na restritiva política migratória do país, mas não adiantou detalhes nem prazos.

 

"Reafirmo a invariável vontade de introduzir, paulatinamente, as mudanças requeridas nesta complexa temática, sem deixar de avaliar em toda sua integralidade os efeitos favoráveis e desfavoráveis de cada passo que dermos", disse o general.

 

A Assembleia cubana (Parlamento) celebrou nesta sexta-feira seu segundo e último plenário do ano, marcado pela expectativa de que o presidente cubano anunciasse detalhes sobre a "atualização" e "flexibilização" da política migratória da qual falou na sessão parlamentar de agosto.

 

Castro aludiu a este clima criado ao mencionar que "não faltaram as exortações, bem e mal intencionadas, para que apressemos o passo, como se estivesse em jogo algo insignificante, e não o destino da Revolução e da Pátria".

 

Aos que consideram urgentes as mudanças na política migratória, Castro lembrou "as circunstâncias excepcionais que vive Cuba sob o cerco da política subversiva do governo dos Estados Unidos, sempre à procura de qualquer oportunidade para alcançar seus conhecidos propósitos"

 

Nos últimos 50 anos, as regulações migratórias para os cubanos se caracterizaram por um conjunto de sucessivas normas draconianas, tanto para sair do país como para permanecer no exterior e retornar mais tarde à ilha.

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