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Raúl recebe agentes cubanos libertados pelos EUA

Hernández, Labañino e Guerrero foram recebidos como heróis e agradeceram o presidente cubano

O Estado de S. Paulo

18 de dezembro de 2014 | 09h58

 

HAVANA - O presidente de Cuba, Raúl Castro, recebeu na quarta-feira em Havana os três agentes cubanos que estavam presos nos Estados Unidos desde 1998 em um encontro, transmitido pela televisão estatal, no qual se abraçaram e trocaram agradecimentos.

Horas depois que o próprio Castro confirmou a chegada dos agentes Gerardo Hernández, Ramón Labañino e Antonio Guerrero ao país, um telejornal nacional divulgou as primeiras imagens dos "heróis", como são conhecidos em Cuba. "Estou orgulhoso de vocês pela resistência que mostraram, pelo valor e pelo exemplo que isso representa para todo nosso povo", disse Castro aos agentes.

Também foram exibidas imagens do reencontro de Hernández, Labañino e Guerrero com seus parentes. O encontro de Hernández com sua esposa, Adriana Pérez, foi especialmente emocionante, já que ela não o via há 16 anos, pois nunca obteve permissão dos EUA para visitá-lo na prisão.

Após chegar em Havana, os três cubanos foram recebidos nas ruas pelos moradores e visitaram o cemitério para homenagear os parentes mortos no período em que permaneceram detidos.

Hernández, Labañino e Guerrero fazem parte do grupo conhecido como "Los Cinco", detidos em 1998 nos EUA quando o FBI desmantelou a rede de espionagem cubana "Avispa" (vespa, na tradução para o português), que operava no sul da Flórida.

Todos admitiram que eram agentes do governo cubano "não declarados" nos EUA, mas que seus alvos eram "grupos terroristas de exilados" que conspiravam contra o então presidente Fidel Castro, e não contra o governo americano.

O grupo foi julgado e condenado a longas penas de prisão em 2001 e seu caso se transformou em mais um ponto de controvérsia na relação entre Havana e Washington.

Os cinco integrantes eram considerados "heróis" e "lutadores antiterroristas" em Cuba. René González e Fernando González retornaram a Havana em 2013 e em fevereiro deste ano, respectivamente, depois que cumpriram suas penas.

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